A construção do espaço ficcional em Agua Quemada, de Carlos Fuentes: uma análise de suas representações

Tema: Escritores latinoamericanos

Título: A construção do espaço ficcional em Agua Quemada, de Carlos Fuentes: uma análise de suas representações

Nombre: Ana Lúcia Trevisan; Daniele Aparecida Pereira Zaratin

Institución: Universidade Presbiteriana Mackenzie. São Paulo - Brasil; Universidade de São Paulo

Resumen:

Considerado um dos mais importantes expoentes da intelectualidade latino-americana do século XX, Carlos Fuentes escreveu romances, contos, novelas, peças de teatro, ensaios e roteiros de filme, por meio dos quais buscou refletir sobre a identidade latino-americana e o seu contexto histórico. Para isso, o mexicano conjugou “mito, esctructura y lenguaje” a construção de enredos nos quais as personagens estão ancoradas num tempo-espaço que também se apresenta como protagonista da história, já que atua decisivamente sobre elas, (re)definindo, inclusive, os seus “destinos”. Pensando nisso e levando em consideração a ideia de que “o lugar das acções não é somente as descrições da paisagem ou do fundo decorativo”, conforme argumenta Iuri Lotman (1978, p.375), propomos este trabalho que tem como objetivo analisar a construção do espaço ficcional em Agua Quemada (1981), de Carlos Fuentes. Encarando essa categoria narrativa como um elemento polissêmico, procuraremos refletir, no “cuarteto narrativo”, de que maneira a caótica e degradada Cidade do México dialoga com as personagens ao se transformar numa espécie de espelho estilhaçado de uma sociedade que se vê presa entre um passado nostálgico, o pós-revolução de 1910, e um presente fragmentado, em que o caos parece ser a regra, não a exceção. Para tanto, além das contribuições de Iuri Lotman, lançaremos mão também dos estudos realizados por Osman Lins e Gaston Bachelar, cujo objetivo reside na tentativa de iluminar caminhos interpretativos para a obra de Carlos Fuentes.