A negra cavalinha: a morte na poética de Hilda Hilst

Tema: Escritores latinoamericanos

Título: A negra cavalinha: a morte na poética de Hilda Hilst

Nombre: Aline Pires de Morais

Institución: IFMT-UNEMAT

 

Resumen:

O presente trabalho visa investigar de que maneira o dilema da morte, enquanto elemento dilacerador do tempo, se instaura na poética de Hilda Hilst por meio de imagens que promovem o cruzamento com diferentes temáticas que permeiam a escritura hilstiana, sejam elas o amor, a loucura, o desejo, a volúpia, a obscenidade, a busca do sagrado e a solidão; alinhavados a uma imagem sempre constante do tempo enquanto devorador das existências que anseiam pela permanência. Dona de uma dicção singular, Hilst elabora um conjunto de símbolos desveladores de imagens poéticas multifacetadas que apontam Chronos, enquanto amparo na solidão de existir no tempo. Tal concepção nos permitirá trabalhar a construção mítica construída por Hilst de que Chronos é não somente um devorador de vidas, mas também aquele que traz a morte em sua negra cavalinha, remetendo-nos às eufemizações que a poeta suscitará por meio de um imaginário da morte que vai se construindo em sua produção poética seja pela ideia de eterno retorno ou de ruptura com o tempo cronológico. Assim, a investigação que propomos aqui busca elucidar de que maneira Hilda Hilst faz constelar em sua poesia um arcabouço imagético que permite ao leitor perceber que as imagens da morte na poética hilstiana transmutam a fome de Chronos em uma resposta ao tempo, revelando como fulcral, em toda a sua poesia, o problema da finitude enquanto flagelo lírico-existencial da autora.