A linguagem na relação “discurso, sujeitos e identidades” numa acepção pós-estruturalista e descolonial

Tema: Articulaciones culturales

Título: A linguagem na relação “discurso, sujeitos e identidades” numa acepção pós-estruturalista e descolonial

Nombres: Sandra Mara Souza de Oliveira Silva, Alexandre Melo de Sousa

Institución: Universidade Federal do Acre

Resumen:

Objetivamos, neste artigo, problematizar as ideias colonialistas, raciais e dicotômicas que culminou em discursos hegemônicos sob as quais se construiu um padrão de poder político centralizado na Europa que relegou os demais povos, inclusive a “América”, à periferia da organização política, econômica e social, marginalizando-os, colonizando-os física e intelectualmente. Tal organização configura-se numa cadeia ideológica de “raízes profundas e fortes” que deve ser desconstruída por meio de um debate que envolva o discurso, os sujeitos e as identidades. O cerne desta problematização culmina na apresentação da proposta de deslocamento do centro irradiador do discurso político, explicitando o poder da linguagem nesse contexto. De modo que, situando o debate no campo da linguagem, possamos conhecer alguns mecanismos que regem os fatores linguísticos tais como: o signo linguístico, o signo icônico, as flutuações do significado e do significante no que concerne ao aspecto semântico; bem como fatores extralinguísticos que inclui o contexto social, histórico e político como fatores circunstanciais do meio ambiente que interferem no discurso. Então, enfatizando as estratégias discursivas a partir da explicitação dos mecanismos da linguagem verbal e não-verbal, situamos tal embate ideológico no campo da linguagem, no sentido de que é neste campo que as ideologias são construídas e, é nesse campo, que elas devem ser ressignificadas. Para tanto, trouxemos para o debate a ideia de deslocamento do olhar proposta de Foucault (2008) e Albuquerque Jr. (2011); da desobediência epistêmica de Mignolo (2007) e Quíjano (2005); da naturalização do signo de Hall (2003); da escrita da história da Ámerica de Certeau (2006). Cabe ressaltar que Bakhtin (2006, 1979) não é um intelectual pós-estruturalista nem descolonial, mas as ideias dele embasam os posicionamentos de Stuart Hall (2003) motivo que justifica a utilização de suas ideias neste artigo.