Arte e loucura: experiȇncias e narrativas no contexto psiquiátrico

Tema: Articulação Culturais: a produção artística/literária/teórica dos periféricos, marginais, subalternos, explorados, colonizados: a refundação        

Título: “Arte e loucura: experiȇncias e narrativas no contexto psiquiátrico" [1]

Nombre: Jamila Nascimento Pontes

Institución: Professora de Artes do Instituto Federal do Acre – IFAC. Mestra em Letras: linguagem e identidade – Universidade Federal do Acre.

Resumen:

O intuito deste artigo é apresentar algumas pinturas e desenhos de um sujeito que ficou internado em um hospital psiquiátrico na Amazônia brasileira. A loucura, um discurso construído socialmente ao longo da história, põe em questão o sujeito normal ou anormal. O anormal é o “louco” que precisa de tratamento, já que a loucura, em especial, após o século XIX, tornou-se uma doença mental. A discussão da loucura nesta escrita se contextualiza com os “gritos” de Artaud (1896-1948), Camile Claudel (1864-1943) e Sarah Kane (1971-1999), artistas que viveram intensamente o que tanto Foucault (1978) denunciou em seus apontamentos relativos às práticas médicas da época, assim como a formação do discurso sobre a loucura. Paralelo aos discursos oficiais, outras expressões foram silenciadas: é neste ínterim que a narradora se coloca, para repensar e discutir os diferentes discursos, uma vez que ela acredita nas novas formas de viver e conviver com a loucura. Em 2011, a equipe interdisciplinar de uma instituição psiquiátrica, onde trabalhei por algum tempo, realizou a primeira oficina de pintura em tela, e assim, ao vivenciar aquele processo, percebi que naquelas obras, estavam os gritos silenciados. Desta forma, destaco o percurso de um sujeito surdo, que após aquela experiência, começou a narrar sua história através de pinturas e desenhos.


[1] Jamila Nascimento Pontes, professora de Artes do Instituto Federal do Acre – IFAC. Mestra em Letras: linguagem e identidade – Universidade Federal do Acre.